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A
pintura brasileira contemporânea reúne um grande número
de artistas que pertencem aos mais diversos gêneros, contando com
grandes nomes que se afirmam sua personalidade e originalidade.
O sucesso
obtido por estes pintores é comprovado pelo grande número
de galerias existentes nas principais cidades brasileirias. Alguns destes
artistas, inclusive, já conseguiram reconhecimento internacional
e já expuseram suas obras tanto na Europa quanto na América
do Norte.
Apresentamos aqui, numa transcrição de artigo publicado pela Agência Brasil
(com fotos de Ana Nascimento) a obra de Aluízio Gavazzoni, em uma
releitura que faz do barroco brasileiro.
n Ver também as rubricas:
Museus e Exposições.
n Neobarroco Contemporâneo Brasileiro,
já ouviu falar?
A
busca por formas diferentes de olhar o já consagrado criou uma nova escola
para a arte brasileira, que promete agitar o circuito da pintura no país.
É o Neobarroco Contemporâneo Brasileiro, uma mistura de estilos realizada
pelo pintor Aluízio Gavazzoni como uma releitura do barroco, guardando a
sua riqueza e exuberância.
A
nova escola é apresentada por uma coleção de 22 quadros, pela primeira vez
fotografados. São anjos, fiéis, altares de igrejas de Ouro Preto e de Sabará,
madonas, detalhes de esculturas, entre o figurativo e o abstrato, numa gama
de cores fundidas em ouro velho e dourado que nos remetem a imagens e formas
do imaginário religioso, perpetuado principalmente nas igrejas de Minas
Gerais, consideradas pelo autor como detentoras do verdadeiro barroco brasileiro.
Gavazzoni
destacou a necessidade de pintar algo novo, sem o rigor do estilo clássico,
partindo do barroco. Ele junta o expressionismo de Van Gogh, em que a emoção
é realçada pelas cores fortes, passando pela arte contemporânea denominada
de Art Brut, com toques da Iluminura Portuguesa onde o ouro predominava,
até chegar à espontaneidade criativa brasileira. "Pude transformar isso
tudo numa coisa coberta de ouro que vai se transformar numa jóia preciosa”,
explicou.
O
artista defende que o Neobarroco Contemporâneo Brasileiro é a escola que
o Brasil deveria adotar neste início de século de mudanças vertiginosas
e significativas na arte. “Quis fazer alguma coisa que estivesse de acordo
com a cômputa, de computarização da arte, mantendo o tradicional de fazer
à mão e não por meio do computador”, garantiu o pintor, de 71 anos, também
advogado e defensor público, que chefiou a delegação brasileira na reunião
realizada pela ONU em 1970, em Genebra, para modificar a Lei de Entorpecentes.
Já pintor, fez cursos de artes em Paris e Genebra, levou sete anos dedicado
a marinhas, namorou o "naïf", até mergulhar no estudo do barroco para publicar,
em 1998, o livro “História da Arte e seus reflexos.No Brasil”, com edição
esgotada e que serve de base para estudos da arte brasileira na Europa,
especialmente na França.
Para estudar a essência do barroco, fêz pesquisa
no Brasil e no exterior, percorrendo Inglaterra, França, Itália e Portugal,
e categoricamente afirma que Aleijadinho é um mestre que fez um barroco
brasileiro “canhestro” (pessoas que não tinham escola) com um toque tcheco/polonês.
Aponta ainda a Igreja Nossa Senhora do Ó, em Sabará, como representante
de um neobarroco iniciante, com forte influência asiática. Publicou ainda
sete títulos sobre Direito, entre eles “Desde Hamurabi até Nossa Época”,
que serve de base para estudantes.
Gavazzoni anuncia que a coleção não está
à venda e espera mostrá-la em primeiro lugar em Niterói, sua cidade natal,
embora já tenha sido convidado para expô-la no Hotel Tivoli, em Portugal.
E mostra outra coleção, também inédita, pintada em estilo diferente, formada
por sete quadros que representam os 360 graus do local onde hoje se situa
o Museu de Arte Contemporânea de Niterói.
(Norma Nery / fotos: Ana Nascimento) - Reproduzido da Agência
Brasil - Radiobras.
1 - Ver também: Exposições