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Principal > Cinema
> Curtas metragens > O coronel e o lobisomem O
curta metragem brasileiro conhece um desenvolvimento considerável
desde alguns anos. Testemunha disso, o prêmio que acaba de ganhar a dupla de cineastas brasileiros autores do filme "O Lobisomem e o Coronel". n Ver o resumo do curta metragem O Lobisomem e o Coronel. Curta brasiliense O Lobisomem e o Coronel é o Melhor Filme pelo júri do Anima Mundi Pela primeira vez um filme brasileiro vence um festival internacional de animação. O curta-metragem “O lobisomem e o coronel” foi premiado nas duas etapas do 10° Anima Mundi, realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, em julho. Dirigido
por dois brasilienses, Ítalo Cajueiro e Elvis Figueiredo, que trabalham com marketing
e designer no Banco do Brasil. Eles contam que quase explodiram de tanta emoção
quando receberam o prêmio, porque o Anima Mundi é um festival de animação muito
competitivo e o mais importante da América Latina. “O troféu é cobiçado por grandes
estúdios estrangeiros da Europa e dos Estados Unidos”, explicou Cajueiro. Para
Elvis, a premiação de melhor curta do festival foi uma surpresa. “Nós só tínhamos
a esperança de vencer na categoria de animação nacional, onde concorriam onze
filmes”, revelou. Os dois consideram o prêmio especial, "porque este é um festival onde as pessoas realmente participam". O Anima Mundi é um dos festivais mais importantes do mundo na área de animação e reuniu nas etapas do Rio de Janeiro e São Paulo 78 mil expectadores. Além disso, exibiu mais de 440 0bras de 46 países e o filme dos brasilienses concorreu com 300 filmes nacionais e estrangeiros. Durante entrevista à Radiobrás, eles exibiram o troféu que se movimenta por meio de uma corda. Representa o símbolo do Anima Mundi: o boneco caminhando sobre o mundo. “O troféu de animação não poderia ser estático”, brincou Cajueiro. O diretor afirmou que só o fato do filme ser selecionado para o festival foi uma grande surpresa e motivo de celebração porque o festival é o mais importante da América Latina e o prêmio é cobiçado por grandes estúdios da Europa e Estados Unidos. “O público do Rio e São Paulo já está acostumado a ver grandes produções de animação há 10 anos, eles estão acostumados a ver as mais variadas tendências visuais como animação com macinha, 3D e 2D, mistura de fotografia com colagem e outras produções. Então, o júri popular é muito importante porque é seletivo e entende do assunto”, observou. Elvis Figueiredo explicou que eles levaram oito meses para produzir o filme e pesquisaram durante dois anos. No ano passado, eles participaram de um concurso promovido pela Petrobras e ganharam um prêmio de R$ 40 mil. “Foi com esse dinheiro que conseguimos produzir de verdade o curta, já que tínhamos a pretensão de trabalhar com tecnologia de ponta e computação gráfica”, disse. A animação retrata o folclore brasileiro e mescla a opressão dos poderosos e a presença do cangaço com um pouco de romance e poesia. A surpresa está no final do curta-metragem, que tem dez minutos de duração. “O público fica encantado ao sair do cinema”, frisou Elvis. O filme percorrerá, por algum tempo, os festivais de todo o país. Segundo os diretores, o Anima Mundi foi o segundo festival que eles já participaram. “O primeiro foi no Cine Ceará de Fortaleza, onde ganhamos o prêmio de melhor animação e roteiro. O nosso objetivo é rodar o Brasil para que todos possam assistir”, informaram. "Agora só nos resta torcer para que o curta-metragem brasiliense faça parte dos filmes classificados para o Festival de Cinema de Brasília em novembro", disseram. Os diretores relataram que o prêmio mostra a maturidade da produção nacional tanto na área de animação como no cinema e acham que essa é uma grande oportunidade para impulsionar a imagem do país nesse setor. Conheça o filme (Reprodução da Agência Brasil/Radiobras, Adriana Nishiyama / Patrícia Gripp). |
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